sábado, 11 de março de 2017

Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 9

Boa tarde, caros leitores. Hoje trazemos a esta rubrica mais uma das regras do jogo.
Porque nem tudo é dúbio ou suscetível de ter várias interpretações (lá chegaremos), abordaremos de seguida aquela que é, seguramente, a mais pequena e fácil das leis de jogo.

A viagem é curta, mas sentem-se.

Lei 9 - A bola em jogo e (a bola) fora de jogo

Não se assustem. Ainda não vamos falar de "Fora de Jogo". Há uma lei específica (11), onde trataremos de a abordar.

Esta refere-se apenas a duas situações relativas à bola: quando é que ela não está em jogo e quando é que se considera que está.

É quase redundante porque qualquer adepto mais atento consegue, sem esforço, perceber quando é que isso ocorre, na prática.

Mas isso não significa que conheça, no entanto, o que está escrito sobre essa matéria no "livro sagrado" do futebol.

Vamos então explorar a teoria.

BOLA FORA DE JOGO

Considera-se que a bola não está (ou deixa de estar) em jogo quando ela ultrapassa completamente a linha de baliza (que o adepto conhece como linha de fundo) ou a linha lateral, quer junto ao solo, quer pelo ar.

Quer isto dizer que todas as bolas que saiam do terreno de jogo... não estão em jogo (eu avisei que era redundante).

Mais. Também se considera que a bola está "fora de jogo" (ou do jogo) quando este é interrompido pelo árbitro. Mais uma óbvia, certo?

Sempre que o árbitro apita para marcar uma falta ou interrompa a partida por qualquer outro motivo, está a suspender temporariamente o jogo. Isso significa que, nesse período de tempo, a bola não está jogável, mesmo que esteja fisicamente dentro das quatro linhas.

Certo?

Agora vamos ao oposto.

BOLA EM JOGO

Por outro lado, a bola está em jogo (ou seja, jogável) em todas as outras situações, nomeadamente quando ressaltar para o terreno após ter embatido num elemento da equipa de arbitragem (por exemplo, tocar no árbitro ou no árbitro assistente, desde que este esteja dentro do terreno), no poste, na barra transversal ou na bandeirola de canto e permanecer no interior do terreno.

Trocando por miúdos... sempre que a bola tabelar em algum árbitro (que se encontre dentro do terreno), na baliza ou em alguma das bandeirolas e ressaltar para o interior do "relvado", continua jogável.

Faz sentido, não faz?

E pronto. Mais não disse.

Pode não parecer, mas esta regra faz sentido porque define, de uma modo geral, o âmbito principal da intervenção técnica do árbitro.

Voltamos na próxima 2ª feira com a Lei 10.

Até breve.


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