quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Árbitro chora, admite erro em Dérbi e afirma: "Espero continuar a carreira"

Thiago Duarte Peixoto reconheceu que não deveria ter expulsado Gabriel, do Corinthians, e tenta explicar por que não ouviu auxiliares. No relatório, contudo, não fez correção.



Com a voz embargada e os olhos ainda vermelhos após chorar, o árbitro Thiago Duarte Peixoto realizou um pronunciamento no qual admitiu ter errado ao expulsar o volante Gabriel, do Corinthians, no clássico contra o Palmeiras. Ele deixou a Arena, em Itaquera, apenas uma hora e meia depois do Dérbi e mostrou temor pelo futuro de sua carreira.

Questionado se achava que poderia ficar marcado pelo equívoco no clássico desta quarta-feira, Peixoto deu um depoimento emocionado:

 "Já deve ter marcado. Escolhi ser árbitro de futebol, escolhi isso para vida. Se não tiver preparado para os erros e acertos... Se a comissão confiou em mim para estar aqui é porque eu merecia. Espero que eu continue minha carreira. É um aprendizado, é difícil errar em um clássico, em um jogo da importância como essa. Mas foi o que escolhi para mim" - declarou.


"Já passei por momentos delicados na minha vida pessoal e agora é um momento delicado na minha vida profissional. Espero com muita fé e força de vontade continuar minha carreira. Seguir, como segue todo mundo quando segue todo mundo quando comete um equívoco no trânsito, perde um gol, que usa uma palavra errada quando jornalista. Não estou querendo justificar. Apliquei o cartão amarelo e vermelho para a pessoa errada, mas espero do fundo do meu coração que minha carreira continue" - completou o árbitro.

O lance polêmico aconteceu aos 45 minutos do primeiro tempo, quando Keno disparou em uma jogada de contra-ataque e foi puxado por Maycon, Thiago Duarte Peixoto, porém, entendeu que a falta foi cometida por Gabriel, que já tinha cartão amarelo. Ele, então, deu o segundo cartão ao camisa 5 do Timão, provocando a ira dos jogadores e da Fiel torcida.

Mesmo alertado do erro pelo quarto árbitro e um de seus auxiliares, o árbitro persistiu no erro. Depois, contudo, ele comentou o que aconteceu:

"Houve um contra-ataque do Palmeiras, e as diretrizes são que quando se impede um ataque promissor por segurar o adversário você tem que aplicar o cartão amarelo, foi o que fiz. Só que para o jogador errado. Quem faz a falta por agarrar é o Maycon. Como sei disso? Após a partida temos feedbacks de nossos diretores de arbitragem. Por que me confundo? Quando há o lance, um jogador, se não me engano o Pablo, zagueiro do Corinthians, ele dá uma chegada dura por baixo, e eu fico preocupado. Quando levanto a cabeça, vejo o Gabriel na minha frente. Erro? Sim. Mas aquilo me influenciou na decisão, olhei para ele e apliquei o cartão amarelo erroneamente para o Gabriel. Era para o Maycon" - comentou.

"Fui questionado pela comissão de arbitragem com relação de ter sido informado pelo quarto árbitro. Só que o que foi questionado com os assistentes é que eles estavam achando que eu tinha dado a falta por baixo, do Pablo, e não foi essa falta que eu marquei. Eu dei a falta por puxão do Maycon e dei o cartão para o Gabriel erroneamente. Foi por isso que ficou a dúvida": "Por que o quarto árbitro te avisa e você não vai com ele?" "Não é que não fui com o quarto árbitro, somos uma equipe de arbitragem, e há questionamentos pelo rádio e frontalmente. E ele me fala que quem fez a falta por baixo foi o Pablo. Eu digo "não, estou dando a falta por puxão do Gabriel". E ninguém tem a informação certa, não temos câmera. Dei o cartão erroneamente para o Gabriel" - prosseguiu o árbitro.

Embora tenha reconhecido o erro em entrevista, Thiago Duarte Peixoto alegou no relatório que Gabriel foi o responsável pela falta. Assim, o volante terá de cumprir suspensão no próximo jogo da equipe, sábado, contra o Mirassol.

Fonte: Lance



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Premier League em alerta vermelho - Há um mercado internacional para árbitros

Os diretores da arbitragem inglesa estão sob pressão para combater a crise por causa do "mercado de transferências" para árbitros, o que potencialmente os forçará a olhar para fora.

É um cenário previsível. A Professional Match Game Officials Limited (PGMOL) estão a ter de acordar para a ameaça. Mas será tarde demais?

Certamente, o esvaziar de talentos ingleses da Premier League não apresenta sinais de abrandamento, com o árbitro Michael Oliver a ser tentado para se mudar para a Major League Soccer dos Estados Unidos da América depois da mudança de Mark Clattenburg para a Arábia Saudita.

Keith Hackett, que há uns anos tentou atrair Pierluigi Collina para Inglaterra, acredita que a PGMOL terá de "ir ao mercado" com o desmembramento do grupo seleto, que ele acredita que só terá cerca de 5 árbitros consistentes e de confiança.

A organização terá em primeiro lugar de conduzir uma revisão de urgência à modesta estrutura de pagamentos, que já lhes custou os seus árbitros de topo e que os torna vulneráveis a mais saídas.

Sabe-se que o grupo seleto recebe cerca de £100.000 por ano. Com compromissos internacionais, Clattenburg dizia-se que chegaria às £200.000.

Para um árbitro com apenas 41 anos e no seu auge, a saída de Clattenburg representou uma enorme bomba na Premier League, tal como a saída de Howard Webb com apenas 43 anos já tinha sido bastante significativa.

Fonte: Top Ref

De topless, árbitra promete abalar Carnaval

Que Carnaval e futebol são uma combinação que dá samba, ninguém duvida. A modelo fotográfica e árbitra assistente da Federação Paulista de Futebol que o diga! Suelen Mayara, de 23 anos, se afastou dos campos nas últimas semanas para se dedicar à folia paulistana. Ela desfilará como destaque da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, que vem reforçando o seu time de beldades. E a loira promete fazer bonito na avenida no Carnaval de São Paulo.

“A escola me propôs ousar nesse primeiro ano e eu topei! Vou sair com o corpo pintado, apenas com um tapa-sexo minúsculo e bem delicado. Já vi o desenho da pintura e está lindo, é inspirado na natureza e será bem colorido”, contou,a empolgada. “Acho que depois disso, as cantadas em campo vão aumentar, mas costumo ser curta e grossa. Comigo não rola nenhuma gracinha.”

Desde cedo Suelen já era apaixonada por futebol. Assistia aos jogos com a família e quando viu a primeira árbitra brasileira na TV ficou se imaginando em campo. “Fui atrás desse sonho, me matriculei no curso e consegui me profissionalizar. Assim também aconteceu com o carnaval. Quando via todas aquelas musas fitness na avenida, ficava empolgada para desfilar. A Juju Salimeni é a minha inspiração”, confessa.

Para aguentar o pique no Sambódromo do Anhembi, Suelen intensificou seus treinos na academia. A beldade, que já foi gordinha, leva uma vida saudável e não abusa dos alimentos gordurosos. “Sou super regrada, até porque minha profissão exige preparo físico. Estou tranquila, sei que vou dar conta do recado. Estou 100% satisfeita com o meu shape”, ostenta a modelo.

Fonte: Globo

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O árbitro, o guarda-redes e o avançado, por Mário Pereira

Quando se ganha é uma alegria e o mundo passa a ser perfeito.



Por esta ordem, FC Porto, Sporting e Benfica ganharam neste fim de semana e por isso os árbitros foram poupados ao habitual chorrilho de críticas que preenchem as conferências de imprensa dos treinadores no final dos jogos. Quando se ganha é uma alegria e o mundo passa a ser perfeito. Mesmo que as vitórias caiam do céu aos trambolhões.

Atente-se mais em detalhe ao que se passou nesta jornada. Na sexta-feira, o FC Porto passou por cima do Tondela, mas só desencalhou após dois erros do árbitro Luís Ferreira, que acabou por ser a figura do jogo, lamentavelmente. No sábado, o Sporting esteve à beira de ser humilhado pelo Rio Ave, tendo sido salvo pela exibição de Rui Patrício, autor de assombrosas defesas antes do golo da sua equipa. Figura do jogo, inevitavelmente. No domingo, foi a vez do Benfica suar e ver a vida a andar para trás ante o Sp. Braga. Estava a dez minutos de deixar a liderança quando o grego Mitroglou destravou o que parecia não ter remédio. Figura do jogo, inevitavelmente.

Três jogos, três figuras em destaque. Um árbitro, um guarda-redes e um avançado. Mas, como ganhou quem mais se faz ouvir, está tudo na paz dos anjos. Até à próxima jornada.

Fonte: Correio da Manhã

O que falta para que o vídeo-árbitro seja uma realidade em Portugal

José Fontelas Gomes, presidente do CA, garante que o nosso país "está na vanguarda"


O presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, José Fontelas Gomes, garante que Portugal "está na vanguarda" para a introdução do vídeo-árbitro no futebol, uma alteração que considera ser "o caminho a seguir". No entanto, avisa que ainda faltam alguns passos para que seja uma realidade efetiva nos relvados portugueses.

"Há um forte consenso internacional. O projeto no qual a FPF está envolvida tem a duração de dois anos e há vários passos. É obrigatório passar por uma bateria de testes antes de ser implementado, o treino é essencial. O caminho correto é este e estamos a liderá-lo", explicou, em entrevista à 'Jogadores', revista oficial do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF).

Destacando que as experiências realizadas até agora, em jogos da Taça de Portugal e da Supertaça, foram "altamente positivas", Fontelas Gomes explicou também que a UEFA e a FIFA têm reconhecido o bom desempenho da FPF neste campo.

Sobre o sorteio dos árbitros, uma exigência de alguns clubes, o responsável explicou que é totalmente contra. "Não nos assaltam dúvidas: somos pelas nomeações. Os critérios do mérito devem prevalecer", justificou.

Na mesma entrevista, Fontelas Gomes explicou ainda que as regras da FIFA e da UEFA impedem a divulgação das notas dos árbitros, mas abriu a porta à divulgação dos relatórios dos juízes. Da mesma forma, justificou com normas internacionais a impossibilidade de os árbitros prestarem declarações após os jogos.

Fonte: Record


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O estranho pedido ao árbitro que deixou José Mourinho doido!


Um jovem adepto do Blackburn Rovers fez um pedido ao árbitro do encontro entre a sua equipa e a do Manchester United com José Mourinho que o deixou fora de si.

Veja o vídeo.

Fonte: Record

APAF: Arbitragem no Bairro quer recrutar 200 jovens para o setor

Projeto pretende formar para o desporto e arbitragem


Recrutar 200 jovens para a arbitragem no próximo ano é o objetivo da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) no âmbito do projeto Arbitragem no Bairro, apresentado esta quinta-feira, em Lisboa.

"Será mais um passo para ajudar a credibilizar a arbitragem. O árbitro é muito mais do que aquele elemento incompreendido no campo», referiu Luciano Gonçalves, presidente da APAF, destacando que «a parte mais difícil" é motivar para não desistir e manter interesse e chegar ao profissionalismo. "Queremos mostrar aos jovens que a arbitragem é muito mais do que isto", frisou.

Nuno Mendes, diretor para a área do futsal na APAF, espera contactar "cerca de 5 mil jovens" num ano em interação com instituições de solidariedade. "Gostaríamos que no final fossem mais que duas centenas. Se conseguirmos 200 já será um número de sucesso", detalhou.

Palestras de sensibilização e minicursos de formação teórica antecedem a "prática em jogos de camadas jovens", num processo que levará os melhores às associações distritais para tirarem o curso oficial de árbitro e passarem a juízes federados.

O projeto Arbitragem no Bairro nasceu em 2015 para formar jovens para o setor da arbitragem e consciencializar a sociedade para a formação e transmissão da ética no desporto. É levado a cabo pelo programa Desporto para Todos, Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) e associação CAIS, através do futebol de rua.

Fonte: MaisFutebol


No desporto, os pais são muitas vezes um problema para os filhos

Gritam, insultam, tentam substituir-se aos treinadores. Há muitos pais que não resistem a estes comportamentos quando os filhos entram em campo.


Há um problema na relação dos pais com o desporto dos filhos que pode tornar esta atividade muito “penalizadora” para as crianças e jovens que a praticam, alerta Carlos Neto, professor da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa.

Também o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Jorge Ascenção, refere que existem, por parte de alguns pais, “comportamentos completamente desadequados e que são um péssimo exemplo”, mas recusa que esta seja uma postura generalizada. “É necessária uma maior formação no sentido de enfatizar que o resultado não é o mais importante, uma coisa que aliás não se ensina nas escolas”, defende.

“O maior problema são os pais que exercem uma pressão permanente sobre os filhos, que não percebem que estes precisam de espaço”, corrobora Pedro Mil-Homens, também professor da Faculdade de Motricidade Humana e ex-responsável pela Academia do Sporting, que concentra também as escolas dos mais novos. E estes são numerosos e encontram-se em todos os estratos sociais, descreve. “São pais que não tendo tido uma carreira desportiva projetam nos filhos o que gostavam de ter sido e não foram”, acrescenta.

Crianças retiradas de campo

E o que fazem estes pais? “Querem substituir-se aos treinadores, gritam instruções para dentro do campo. ‘Chuta, remata e por aí fora...’ O que só confunde as crianças”, descreve Rafael Martinho, treinador das escolas do Benfica. Também insultam treinadores, árbitros, equipas oponentes e no fim “cobram” aos filhos por não terem ganho ou feito o que eles disseram, diz Carlos Neto.

Todos coincidem no diagnóstico que este tipo de conduta se exacerba mais no futebol do que noutras modalidades, não só pelo impacto social destes desporto, mas também porque “muitos pais olham para os seus filhos como sendo potenciais jogadores profissionais”, descreve Pedro Mil-Homens.

Querem estar perto do campo, querem poder gritar lá para dentro e quando não o podem fazer começam por zangar-se. Foi o que sucedeu, relata, quando a Academia do Sporting mudou para Alcochete. “Comecei por dizer que não podiam assistir aos treinos, do mesmo modo que não assistem às aulas de Português ou de Matemática, mas tivemos de chegar a uma solução de compromisso: viam os treinos, mas ao longe.”

“Quando se trata de uma atitude persistente temos de lidar com ela de forma drástica”, diz Rafael Martinho, que já por mais de uma vez retirou crianças do campo porque os pais deles não paravam de gritar instruções. “É uma forma de mostrar que estão a proceder mal”, defende, acrescentando que já algumas vezes juntou os pais dos seus alunos (atualmente têm 12 anos) para tentar convencê-los de que “o mais importante não é ganhar, mas sim como se chega ao resultado final, o que tem a ver com o processo de aprendizagem”.

“Nas reuniões com pais, que fazíamos no Sporting, eles percebiam que havia comportamentos que não deviam adotar, mas depois quando se passava à ação transformavam-se”, relata também Pedro Mil-Homens. “É muito importante que nos clubes exista alguém disponível para trabalhar com os pais”, defende.

“Quando em casa só se fala de vitórias, quando os pais adotam um comportamento muito competitivo, o processo de aprendizagem morre”, alerta Rafael Martinho, admitindo que este é também um problema de alguns treinadores.

Carlos Neto defende, a propósito, que é preciso “atualizar a formação de treinadores” e mudar também o modo como os clubes encaram os seus praticantes mais novos, de forma a “humanizar a prática desportiva” e a não saltar etapas que podem comprometer o desempenho futuro e até a saúde das crianças e jovens.

Ensino articulado

“Fazer atletas a todo os custo só dá disparate”, refere, acrescentando que “há muitas crianças a sofrer porque são obrigadas a fazer desporto”, frequentemente em modalidades que são escolhidas pelos pais. E esta é uma das razões, acrescenta, porque existe também “abandono em larga escala da prática desportiva”.

Há uma articulação que não existe e que, para Carlos Neto, permitiria mudar o cenário da prática desportiva em Portugal: “Fomentar a educação física nas escolas e o desporto escolar; garantir boa formação desportiva nos clubes e boas condições para se ter um desporto de alta competição”, sendo que estas são etapas que se têm de percorrer.

“Primeiro está a generalização e, só depois, a especialização”, defende, acrescentando que o papel dos pais para se garantir este equilíbrio é fundamental.

Pedro Mil-Homens chama a atenção para o facto de, no geral, “a competição infanto-juvenil ser uma cópia demasiado decalcada da organização desportiva dos mais velhos”. “Formar campeões começa com a criança a brincar na rua, só que estas deixaram de ter tempo para tal”, diz Carlos Neto.

Ambos frisam a necessidade de a prática desportiva não se sobrepor à escola.

“Infelizmente há muitos desportistas de alto nível que não conseguiram sucesso escolar e isso é muito preocupante”, prossegue o professor.

O presidente da Confap lamenta que os jovens tenham de ser prejudicados nos resultados escolares por praticarem desporto, uma situação que atribui ao facto de a escola estar de costas voltadas para a realidade dos jovens que dedicam muito do seu tempo ao desporto.

“Do mesmo modo que há um ensino articulado da música [onde os alunos são dispensados da frequência de algumas disciplinas para prosseguirem a sua educação musical] também deveria haver um ensino articulado do desporto”, defende.


Fonte: Público


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Até o "bandeirinha" ficou doido!

No jogo Santos vs São Paulo a contar para o campeonato estadual de São Paulo, um dos árbitros assistentes desse jogo mostrou as suas emoções aos ver uma finta que um jogador do Santos aplicou.

Parece-nos que o árbitro assistente temeu pela saúde dos rins do defensor!

Fonte: Record


Jorge Sousa apita e encanta no Catar: querem-no de volta

Como tínhamos referido anteriormente, Jorge Sousa esteve no Catar a arbitrar um encontro da equipa de Jesualdo Ferreira.


Numa espécie de "Sporting-Benfica", portugueses sobressaíram e somam elogios da Imprensa.

Elogios para um árbitro não são muito comuns e os portugueses até têm tido mais críticas negativas do que positivas... Jorge Sousa, juiz portuense, dirigiu o Al-Sadd, equipa treinada por Jesualdo Ferreira, contra o Al-Arabi, um encontro habitualmente muito renhido, já que se trata de duas das equipas mais tituladas do país onde em 2022 se realiza o Mundial de Futebol. Jorge Sousa esteve em excelente plano, ao ponto de a Imprensa pedir a presença do árbitro português em mais jogos. O trabalho do árbitro portuense foi classificado como "de grande nível".

A goleada favorável à equipa de Jesualdo Ferreira (7-0) e que significou também a liderança da liga do Catar, pode dar a ideia de se tratar de um jogo fácil e questionar até se haveria motivo para recorrer a um árbitro internacional. Acontece que um encontro entre o Al-Sadd e o Al-Arabi é o correspondente, em termos de adesão do público, de rivalidade, a um verdadeiro dérbi, tipo um Sporting-Benfica. Para jogos de alto risco, a federação do Catar não facilita e recorre a árbitros internacionais. Foi o que fez neste caso, em que a equipa de Jesualdo Ferreira, onde atua Xavi Hernández, acabou por fazer um resultado tremendo, frente a um rival de sempre. Com este resultado, o Al-Sadd assumiu a liderança do campeonato, aproveitando a derrota do Lekhwiya com o Umm-Salal (1-2). O Al-Sadd tem os mesmos pontos do Lekhwiya (50), os mesmos golos marcados (65), mas tem menos sofridos (19 contra 28) e é por isso o líder, quando faltam cinco jornadas para o final da prova.

No jogo de anteontem, o argelino Bounedjah (25 anos) marcou cinco golos e contabiliza já 21. Esta não a primeira goleada aplicada pela equipa de Jesualdo Ferreira, que tem uma média superior a três golos por jogo. Os jornais que destacam o facto de o professor Jesualdo Ferreira ter apostado em jovens do Catar para fazer a base da sua equipa. Aliás, uma das dificuldades do Al-Sadd tem sido precisamente os compromissos da seleção nacional, que acabam por recrutar mais de metade do habitual onze utilizado por Jesualdo Ferreira.

Fonte: O Jogo

Duarte Gomes escreve sobre as leis do jogo. Lei 7

Abordamos hoje a regra que fala sobre o tempo que dura um jogo de futebol. Uma normal simples e fácil, de leitura acessível, que foca, entre outros, aquele que é um dos aspetos mais debatidos do futebol moderno: as perdas de tempo.

Regra de ouro - um jogo de futebol (a lei aqui refere-se apenas aos jogos de seniores) divide-se em duas partes de quarenta e cinco minutos cada.

Esta era fácil, não era?

Mas o certo é que pode ter outra duração, desde que o regulamento da competição o preveja e que, quer o árbitro, quer as duas equipas estejam de acordo, antes do início do jogo.

Exemplo da exceção: partidas de torneios particulares em que o seu regulamento indique que cada parte terá apenas 35m ou 40m.

No meio dessas duas partes, há uma premissa inabalável: o direito ao intervalo.
Esse período de descanso, segundo a lei, não pode durar mais do que quinze minutos.

Considera-se que é o suficiente para permitir a recuperação de todos os intervenientes.

No entanto, também aqui se permite que esse período possa ser diferente, caso o regulamento da competição especificamente o indique.

Qualquer alteração ao tempo de intervalo só pode ocorrer com consentimento do árbitro.

Agora vamos à parte mais importante e diria até, interessante para o caro leitor: a que se refere às perdas de tempo.

Sabem o que diz, expressamente, a Lei 7?
Que cada parte deve ser prolongada para que se recupere o tempo perdido com:
  • Substituições (a sugestão é que se acrescente 30 segundos por cada uma);
  • Avaliação de lesões (pelas equipas médicas) ou transporte de lesionados para fora do terreno de jogo - se nada de anormal ocorrer, a expetativa é que se acrescente um minuto por cada paragem;
  • Perdas de tempo (por exemplo, manobras estratégicas que retardem, deliberadamente, os recomeços de jogo);
  • Sanções disciplinares (o jogo fica, muitas vezes, parado para que um árbitro identifique os jogadores, exiba os respetivos cartões e anote essa sanção no seu bloco de notas);
  • Qualquer outra causa, que inclui o excesso de tempo perdido na celebração de um golo. Aqui também cabem causas inesperadas, como lesão grave de um GR (que não pode ser transportado para fora do terreno), desaparecimento das bolas de jogo, queda de neve que atrase reinício, falha de energia elétrica, etc.
Como já repararam, apenas sobre as primeiras duas há uma indicação clara sobre o tempo a acrescentar. Sobre as outras, é a contagem "a olho" que deve funcionar.

Esse deve ser rigorosa e, acima de tudo, justa.

Exemplo prático: imaginem que, na 2P, houve 4 substituições e 2 paragens para assistência médica. Apenas isso.

Nesse caso, o árbitro deveria prolongar o tempo em mais 4m, ou seja:
4X30'' segundos (substituições) + 2X1' minuto (lesões).

Percebido?

Para que conste, em Portugal, os árbitros de futebol profissional têm agora instruções claras para adicionarem o tempo que entenderem ser o mais adequado, de forma a não penalizar a equipa que, durante grande parte, possa ter sido "vítima" de anti-jogo.

Muitas vezes, é nesses oito, nove ou dez minutos a mais que ocorrem os piores incidentes: os jogadores estão exaustos, irritados (por se sentirem provocados) e sem grande lucidez.
A propensão para o conflito e para atos irrefletidos é grande mas isso são inerências difíceis de evitar.

Quando os árbitros decidem adicionar tempo a mais (se fora do padrão habitual), estão aconselhados a informar os capitães das equipas do tempo que irão acrescentar. Para evitar reações negativas e protestos desnecessárias.

Tempo Adicional

Essa indicação, a do período de tempo adicional, é dada através de uma placa (habitualmente eletrónica, embora ainda manual em muitos dos estádios do futebol não profissional) pelo 4A (ou pelo árbitro assistente do lado dos bancos, quando não houver 4A).

O número que surge nessa indicação corresponde ao tempo mínimo que será adicionado após os 45 minutos.

Quer isto dizer que o árbitro nunca pode terminar uma partida antes de esgotado, no mínimo, esse período adicional.

Pode até prolongá-lo se, entretanto, surgirem novos motivos que o justifiquem (como, por exemplo, substituições em período de desconto).

Outra nota importante (esta não vem na lei):

O ideal é que os árbitros terminem os jogos, sempre que possível, em zona neutra, ou seja, mais ou menos com a jogada no meio campo.

O problema é que, por vezes, isso não é possível (acontece com frequência o tempo adicional esgotar-se e a bola andar a rondar, com perigo, uma das áreas).

Aí, as instruções são:
  • Deixar que termine a jogada de ataque (se for prometedora). E só depois acabar o jogo (na posse de bola defensiva ou na tal zona neutra);
  • Caso exista um pontapé livre ou pontapé de canto assinalado dentro do período de descontos, deve permitir que seja executado. Se isso acontecer após esgotado esse período, o árbitro deve dar jogo por terminado.
Exemplo - O árbitro dá 3 minutos de compensação.

Aos 92'58'' a bola sai para canto. Aí deve permitir que o mesmo seja executado. Se for marcado golo aos 93'23'', deve ser validado (porque acontece na sequência de uma bola parada que ocorreu antes do tempo final).

Mas se não for marcado golo e ao invés, houver novo canto (por exemplo, aos 93'02''), aí o árbitro já não deve permitir a sua execução (porque ele aconteceu após esgotado o tempo).

Aplica-se a mesma máxima para os pontapés livre.

Não é uma gestão fácil, mas se a percebermos, tudo se torna mais fácil, certo?

Outra evidência que a lei prevê:

Imaginem que o árbitro engana-se na contagem e, em vez de 45m, dá apenas 42m na primeira parte.

Pior. Imaginem que ele só percebe que errou no balneário, em pleno intervalo.

Aí, obviamente, não pode compensar as equipas, acrescentando esses minutos na 2P.

Essa só poderá ter, na mesma, os habituais 45 + eventuais descontos.

Agora a questão dos penaltis a executar após o tempo de jogo estar esgotado:

Neste caso, a lei prevê que a duração do jogo possa ser aumentada até que o pontapé de penálti seja executado (ou mesmo repetido, se for caso disso).

Mas assim que ele termine o seu efeito (ou seja, se for para fora, se for golo, se for defendido pelo GR ou se ressaltar para o terreno após bater no poste ou na barra), o árbitro deve terminar de imediato. Sem direito a recargas ou novas jogadas.

Porquê? Porque considera-se que o pontapé de penálti foi executado em "prorrogação de tempo".

É como se aquela parte já tivesse terminada e só se permitisse apenas aquela execução.

Nestes casos, é de bom tom que o árbitro informe, antes, os capitães que o jogo terminará assim que o penálti termine o seu efeito.

Por último, referir que a lei prevê, de uma forma geral, que qualquer jogo que seja interrompido - em definitivo - antes do seu termo, deve ser repetido na íntegra.

Todavia abre a exceção de que os regulamentos de competições possam prever algo diferente (como o da Liga Portugal que, por exemplo, admite em alguns casos - motivos meteorológicos, por exemplo - que apenas se disputem os minutos em falta).

NOTA - Em Portugal, os jogos dos escalões jovens têm durações diferentes.

Exemplo:

Juvenis (40m cada parte);

Iniciados (35m cada parte).


Tudo dito sobre a Lei 7.

Estaremos de volta na próxima 2F, com a oitava das regras do jogo.

Até lá.



Se quiser ler sobre as outras leis poderá fazê-lo aqui:


Fonte: Expresso

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mark Clattenburg deixa a Premier League

Segundo a BBC, o árbitro internacional inglês Mark Clattenburg irá deixar a Premier League para ocupar o lugar deixado vago por Howard Webb, antigo árbitro internacional inglês, há 11 dias, como diretor dos árbitros da liga da Arábia Saudita.

A sua tarefa envolve trabalhar comos árbitros para melhorar as suas performances, prepará-los para a profissionalização, enquanto também arbitrará alguns jogos da referida liga.

Clattenburg já se pronunciou sobre esta mudança, através de uma transmissão em direto na página de Twitter da Federação de Futebol da Arábia Saudita, tendo dito: "Este é um importante passo em frente. Nós temos árbitros profissionais no país que deixo, o que tem sido positivo."

"Uma das coisas que quero de fazer é trabalhar com a equipa de arbitragem e o Presidente para que seja uma realidade possível para muitos e muitos anos que teremos pela frente."

A estrutura de arbitragem da Premier League, a Professional Game Matches Officials Limited (PGMOL) disse que Clattenburg foi um "grande ativo" e "uma inspiração para aqueles que querem entrar para a arbitragem."

O seu comunicado acrescentou ainda, "Compreendemos que é uma oportunidade fantástica para o Mark e sublinha ainda mais a grande estima que existe pelos árbitros ingleses em todo o Mundo do futebol."

Fonte: BBC

O desafio da uniformidade de critério, por Jorge Faustino

Jogadores, dirigentes, jornalistas e adeptos, desiludam-se. Nunca irão ter decisões uniformes ao longo de um campeonato de 34 jornadas. Seria um milagre.



É rara a jornada em que não haja um jogador, dirigente, jornalista e/ou adeptos a queixarem-se de que houve “dualidade de critérios” ou de que as decisões do(s) árbitro(s) não obedeceram a “critérios uniformes”.

Quem já viveu a experiência de dirigir um jogo de futebol compreenderá mais facilmente que aconteçam estas diferenças de critério. Quem vive a arbitragem em permanência sabe o quanto se trabalha para tentar reduzir ao mínimo estas situações.

Digo reduzir porque sabemos que, enquanto forem homens a jogar e outros a decidir, independentemente de contarem com apoio de tecnologias — vídeo-árbitro incluído —, haverá sempre situações dúbias e que estarão sujeitas opiniões díspares.

São três as dimensões deste problema da arbitragem. Três níveis de desafio a ultrapassar na procura dessa uniformidade de critérios.

Um árbitro num jogo. Ao longo de 90 minutos, um árbitro toma dezenas ou centenas de decisões (o facto de não assinalar uma falta num determinado lance é, só por si, uma tomada de decisão). O desafio desse árbitro, para além de errar o menos possível, é ser capaz de, independentemente da sua colocação em determinado lance, do ambiente em que o jogo decorre, do cansaço emocional e físico que possa ter, da maior ou menor velocidade do jogo, conseguir decidir de forma igual lances semelhantes que acontecem em momentos diferentes do mesmo jogo. Não é fácil...

O mesmo árbitro em jogos diferentes. O segundo desafio na busca de um critério uniforme está ainda “fechado” num mesmo árbitro. Decidir de forma igual lances semelhantes ao longo 90 minutos não é fácil. Decidir da mesma forma em lances, também eles semelhantes, mas em que um ocorre esta semana e o outro na semana ou mês seguintes é, no mínimo, um desafio muito ambicioso. Apenas com muito estudo (teórico e prático) e, principalmente, com muita experiência, pode um árbitro ambicionar a conseguir ?ter esse critério uniforme ao longo de uma época.

Árbitros diferentes em jogos diferentes. Quando avançamos para um terceiro nível desta problemática, em que esperamos que vários árbitros, com diferentes personalidades e diferentes níveis de maturidade, em jogos temporalmente distantes, com diferentes intervenientes e em diferentes contextos, consigam decidir da mesma forma situações de jogo semelhantes... não estamos a ser humanos.

Jogadores, dirigentes, jornalistas e adeptos, desiludam-se. Nunca irão ter decisões uniformes ao longo de um campeonato de 34 jornadas. Seria um milagre.

Jogadores, dirigentes, jornalistas e adeptos, não deixem de acreditar em milagres porque os árbitros trabalham dezenas de horas por semana na busca desse milagre. Muitas horas por semana são dedicadas a ver vídeos de lances, a estudar os melhores posicionamentos, a melhorar a comunicação da equipa de arbitragem e a definir critérios de análise. Tudo isto na busca de um milagre que não vai acontecer. Tudo isto para ficar um pouco mais longe do erro que nunca vai desaparecer.

Fonte: Público


ÚLTIMA HORA: Jorge Sousa arbitra Jesualdo Ferreira


Referee Tip está em condições de informar que Jorge Sousa foi nomeado para arbitrar o jogo Al Saad contra o Al Arabi da liga do Qatar hoje dia 16 de Fevereiro pelas 18:55 (hora local).

O Al Saad é treinado pelo também português Jesualdo Ferreira.

Jorge Sousa e Soares Dias arbitram no Qatar e Arábia Saudita


Os árbitros portugueses Jorge Sousa e Artur Soares Dias estão de partida para o Qatar e Arábia Saudita, onde vão apitar jogos das ligas profissionais no fim-de-semana.

Para o Qatar viaja Jorge Sousa, juntamente com os auxiliares Álvaro Mesquita e Nuno Manso, segundo adiantou fonte do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) à Lusa.

Já Artur Soares Dias segue para a Arábia Saudita, com os assistentes Rui Licínio e Paulo Soares.

Os dois árbitros internacionais não foram nomeados para os jogos do próximo fim-de-semana das I e II Liga, assim como João Capela, que está lesionado.

Fonte: MaisFutebol